Esposa de MC Ryan chora após saber que marido deve continuar preso em SP

  • 23/04/2026
(Foto: Reprodução)
A esposa do MC Ryan SP, Giovana Roque, sai aos prantos após saber que seu marido Mc Ryan continuará preso Edu Araujo/Agnews A esposa do MC Ryan SP, Giovana Roque, foi fotografada na tarde desta quinta-feira (23) fazendo uma oração em frente ao Centro de Detenção Provisória Belém, na Zona Leste de São Paulo, e deixou o local aos prantos após saber que o cantor deve continuar preso depois de a Justiça Federal acatar o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Federal. O pedido foi feito pela PF após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus. Com o avanço das investigações e a análise de provas apreendidas, a PF avaliou que há elementos suficientes para a conversão das prisões temporárias em preventivas. 🔍A prisão temporária é usada no começo das investigações, quando a polícia ainda está reunindo provas. Ela tem prazo definido, geralmente de 5 ou 30 dias, e pode ser prorrogada em alguns casos. Já a preventiva não tem um prazo fixo. Ela é determinada por um juiz quando há risco, por exemplo, de a pessoa atrapalhar as investigações, fugir ou continuar cometendo crimes. Esposa de MC Ryan na frente de CDP na Zona Leste de SP Edu Araujo/Agnews Os alvos tinham sido presos temporariamente no último dia 15 em uma operação da Polícia Federal. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas ao exterior. No habeas corpus, o ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, considerou ilegal o decreto de prisão temporária por 30 dias. Segundo ele, a própria Polícia Federal havia solicitado prazo de apenas cinco dias, período que já havia se encerrado. Contudo, segundo a PF, a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos. PF pede prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e criador da Choquei A PF também apontou risco de continuidade das atividades criminosas, além da possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados. Com a decisão judicial, 36 investigados tiveram suas prisões temporárias convertidas em prisões preventivas e 3 em prisões domiciliares. São eles: Rodrigo de Paula Morgado: prisão preventiva. Apontado como contador e operador-chave; Ryan Santana dos Santos: prisão preventiva. Conhecido como MC Ryan SP, apontado como líder e beneficiário final; Tiago de Oliveira: prisão preventiva. Braço-direito e gestor financeiro de Ryan; Alexandre Paula de Sousa Santos: prisão preventiva. Conhecido como “Belga” ou “Xandex”; Lucas Felipe Silva Martins: prisão preventiva; Sydney Wendemacher Junior: prisão preventiva; Arlindma Gomes dos Santos: prisão preventiva. Vulgo “Nene Gomes”; Raphael Sousa Oliveira: prisão preventiva. Criador da página “Choquei” e operador de mídia; Marlon Brendon Coelho Couto da Silva: prisão preventiva; Diogo Santos de Almeida: prisão preventiva; Vinicius dos Reis Pitarelli: prisão preventiva; Rodrigo Inacio de Lima Oliveira: prisão preventiva; Luis Carlos Custodio: prisão preventiva; Jose Ricardo dos Santos Junior: prisão preventiva; Ellyton Rodrigues Feitosa: prisão preventiva; Caroline Alves dos Santos: prisão preventiva; Mateus Eduardo Magrini Santana: prisão preventiva; Henrique Alexandre Barros Viana: prisão preventiva; Mauro Jube de Assunção: prisão preventiva. Contador; Chrystian Mateus Dias Ramos: prisão preventiva; Luis Henrique Matos Maia: prisão preventiva; Orlando Miguel da Silva: prisão preventiva; Sun Chunyang: prisão preventiva; Xizhangpeng Hao: prisão preventiva. Controlador da empresa Golden Cat; Sergio Wegner de Vargas: prisão preventiva; Thiago Barros Cabral: prisão preventiva; Vitor Ferreira da Cruz Junior: prisão preventiva; Yuri Camargo Francisco: prisão preventiva; Leticia Feller Pereira: prisão preventiva; Alex Lima da Fonseca: prisão preventiva; Jiawei Lin: prisão preventiva; Thadeu José Chagas Silveira: prisão preventiva; Renan Costa da Mota: prisão preventiva; Marcus Vinicius Rodrigues de Assis: prisão preventiva; Guilherme Ricardo Fuhr: prisão preventiva; Jonatas Cleiton de Almeida Santos: prisão preventiva; Fernando de Sousa: prisão domiciliar; Débora Vitória Paixão Ramos: prisão domiciliar; Estefany Pereira da Silva: prisão domiciliar. LEIA MAIS: Familiares de MC Ryan vão à porta de presídio pedir liberdade para funkeiro após habeas corpus concedido pelo STJ De bets ilegais a contratos com influenciadores: como funcionava esquema que levou à prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo, segundo a PF Em uma rede social, a defesa de MC Ryan SP comentou a solicitação da PF de mais tempo de prisão e disse que "causa perplexidade o caráter manifestamente extemporâneo do pedido". "Se presentes estivessem, desde antes, os requisitos da preventiva, por que não foi ela requerida no momento oportuno? Espera a defesa que a medida seja indeferida e a decisão do Superior Tribunal de Justiça efetivamente cumprida", escreveu. O MC Ryan SP, o MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’, das Redes Sociais. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais MC Ryan está no Centro de Detenção Provisória Belém, na Zona Leste de São Paulo. Procurada, a Secretaria de Administração Penitenciária não informou quando ele será solto. Em nota, o advogado Felipe Cassimiro, que faz a defesa do MC Ryan SP, disse que a decisão reconhece a "ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo" e que "a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária". Já o advogado de Poze do Rodo, Fernando Henrique Cardoso Neves, afirmou que o novo pedido feito pela PF não apresenta fatos novos e criticou a condução do caso. Operação Narco Fluxo A Operação Narco Fluxo foi resultado de uma investigação que começou muito antes dos mandados de busca e prisão. Segundo a Polícia Federal, o ponto de partida foi a análise de arquivos armazenados no iCloud, sistema de armazenamento em nuvem da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante uma operação anterior, a Narco Bet, que já era derivada da Operação Narco Vela, ambas deflagradas em 2025. O g1 reuniu o que se sabe sobre o caso até agora. Como a investigação começou? O que dizem as defesas? O que foi apreendido? Qual era o papel dos influenciadores? Quem eram os operadores do esquema? Qual seria o papel de MC Poze do Rodo no esquema? Qual seria o papel de MC Ryan SP no esquema? Por que o iCloud foi importante? De bets ilegais a contratos com influenciadores: como funcionava esquema que levou à prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo, segundo a PF O que o iCloud armazena e como ele pode revelar a rotina do usuário Como a investigação começou? Da esquerda para direita, MC Ryan SP, Poze do Rodo e Rodrigo Morgado Reprodução/YouTube e Instagram A investigação atual nasceu de provas reunidas durante a Operação Narco Bet, de outubro de 2025, instaurada após a Narco Vela, de abril do mesmo ano. As operações apuravam lavagem de dinheiro ligada a apostas, tráfico internacional de drogas, grandes quantias em espécie, transferências bancárias e criptoativos. Segundo a decisão judicial, o núcleo de inteligência da PF analisou arquivos do iCloud de Rodrigo de Paula Morgado, identificado como contador e operador financeiro do grupo. A partir disso, os investigadores encontraram indícios de uma organização criminosa voltada à lavagem de capitais, com agentes responsáveis pela captação, internalização, custódia e redistribuição de dinheiro em espécie. Voltar ao índice. Como um backup no iCloud derrubou o esquema que levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo Por que o iCloud foi importante? Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros. Na prática, o backup do iCloud virou uma espécie de “mapa” da organização criminosa. Foi a partir dele que a PF conseguiu identificar a relação entre operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas. Rodrigo depositava grande confiança na segurança digital do iCloud, o que acabou permitindo à Polícia Federal mapear a organização O próprio Rodrigo de Paula Morgado é apontado pela PF como peça-chave do grupo. Segundo a decisão, ele articulava transferências bancárias, auxiliava na proteção patrimonial de MC Ryan SP e fazia repasses em nome de terceiros, além de prestar serviços de gerenciamento financeiro, ocultação patrimonial e evasão fiscal. A Justiça autorizou, inclusive, novas apreensões de dados armazenados em nuvem, como iCloud e Google Drive, além de celulares, HDs, notebooks e smartphones, com acesso imediato aos conteúdos durante as buscas. Voltar ao índice. Funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo; e influencers Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira foram presos pela PF Reprodução/Redes sociais Operação da PF prende Mc Ryan SP e Poze do Rodo Qual seria o papel de MC Ryan SP no esquema? Segundo a decisão judicial, Ryan Santana dos Santos, nome de MC Ryan SP, foi identificado como líder e principal beneficiário econômico da engrenagem. A PF afirma que ele usava empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais. Ainda segundo a investigação, Ryan teria montado mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias para familiares e terceiros, além de usar operadores financeiros para afastar o dinheiro ilícito de sua pessoa física antes de reinseri-lo na economia formal. Segundo a PF, os recursos eram reinvestidos em imóveis, carros de luxo, joias e outros ativos de alto valor. A Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil, joias, relógios, carros, motos, embarcações, aeronaves e outros itens de luxo encontrados com os investigados. Voltar ao índice. Qual seria o papel de MC Poze do Rodo no esquema? Segundo a decisão judicial, Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, nome de registro de MC Poze do Rodo, aparece vinculado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos oriundos de rifas digitais e apostas ilegais. A investigação aponta que ele integrava a engrenagem financeira da organização ao lado de outros operadores e empresas usadas para captar, fragmentar e redistribuir dinheiro. Uma das empresas ligadas ao funkeiro e incluídas na lista de bloqueios judiciais é a EMPOZE - Editora, Gravadora e Prestação de Serviços Ltda. Segundo a PF, Poze do Rodo foi preso em casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, e pode responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. Voltar ao índice. Colar com imagem de Pablo Escobar e armas foram apreendidos pela PF contra MC Ryan SP e MC Poze do Rodo Divulgação/PF Quem eram os operadores do esquema? A investigação descreve uma estrutura com funções bem definidas. Tiago de Oliveira é apontado como braço-direito de MC Ryan SP, atuando como procurador e gestor financeiro do artista. Segundo a PF, ele centralizava recursos, redistribuía dinheiro a operadores e participava de negociações imobiliárias em favor do cantor. Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga ou Xandex, teria feito a ponte entre plataformas de apostas e empresas ligadas a Ryan, recebendo dinheiro de processadoras de pagamento e repassando os valores para o núcleo do grupo. A PF afirma que ele realizava centenas de transferências fracionadas, prática conhecida como “smurfing”. Outros investigados, como Arlindma Gomes dos Santos, Lucas Felipe Silva Martins e Sydney Wendemacher Junior, aparecem como operadores logísticos, “testas de ferro” e titulares formais de bens ligados ao cantor. Voltar ao índice. Como funcionava o esquema? Segundo a PF, o dinheiro tinha origem em bets ilegais, rifas clandestinas, estelionato digital e tráfico internacional de drogas. Os recursos eram pulverizados em várias contas bancárias para dificultar o rastreamento. Depois, passavam por operadores financeiros, empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e criptomoedas. A investigação aponta que o grupo usava técnicas típicas de lavagem de dinheiro, como fracionamento de depósitos, contas de passagem, empresas de fachada, laranjas, holdings, triangulação de receitas, criptoativos e evasão de divisas. Segundo a Justiça, a organização operava com características de uma instituição financeira clandestina, usando mecanismos próprios de compensação, controle e registro. Voltar ao índice. À esquerda, MC Ryan SP, apontado como líder da organização criminosa; à dir., Raphael Sousa Oliveira, dono da 'Choquei' Reprodução/ Redes sociais Qual era o papel dos influenciadores? A PF afirma que influenciadores e páginas de grande alcance eram usados para divulgar apostas, rifas e melhorar a imagem pública do grupo. O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, é apontado na decisão como operador de mídia da organização. Segundo a PF, ele recebia valores diretamente de Ryan, Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior para divulgar conteúdos favoráveis ao cantor, promover plataformas de apostas e rifas e atuar na mitigação de crises de imagem. Já a influenciadora Chrys Dias e outros nomes ligados a marketing digital aparecem na investigação como financiadores, divulgadores ou intermediários de valores oriundos de rifas digitais. Voltar ao índice. O que foi apreendido? Durante a operação, a PF apreendeu carros de luxo, relógios, joias, armas, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Um dos itens que mais chamou atenção foi um colar com a imagem de Pablo Escobar dentro do mapa do estado de São Paulo, encontrado na casa de MC Ryan SP. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até R$ 1,63 bilhão, além do bloqueio de criptomoedas em corretoras como Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance e Coinbase. Voltar ao índice. O que dizem as defesas? A defesa de MC Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso aos autos, que correm sob sigilo, mas declarou que todas as transações financeiras do cantor são lícitas e possuem origem comprovada. Já a defesa de MC Poze do Rodo disse desconhecer o teor do mandado de prisão e afirmou que vai se manifestar na Justiça assim que tiver acesso ao processo. Voltar ao índice. Familiares de MC Ryan vão à porta de presídio pedir liberdade para funkeiro após habeas corpus

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/23/esposa-de-mc-ryan-chora-apos-saber-que-marido-deve-continuar-preso.ghtml


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